PRÓTOIRO

Federação Portuguesa das Associações Taurinas / Portuguese Federation of Bullfighting Associations
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No passado dia 15 de Setembro de 2012, o forcado Armando Martins de 22 anos, e pertencente ao Grupo de Monsaraz, foi colhido com gravidade na Amieira em Portel. Dessa colhida resultou uma fractura exposta do terço inferior da perna direita. Ao dar entrada no Hospital do Espirito Santo em Évora – HESE - o ortopedista de serviço, Dr. Francisco André, médico residente do Hospital do Otão, constatando que se tratava de um forcado, com base num preconceito animalista e anti taurino, recusou assistência médica apropriada ao paciente, esquecendo os seus deveres deontológicos e o Juramento (de Hipócrates) que fez – “Não permitirei que concepções religiosas, nacionais, raciais, partidárias ou sociais intervenham entre meu dever e os meus pacientes.”

Segundo o testemunho do Senhor Antero Campeão, Enfermeiro – responsável de Enf. numa unidade de saúde, que teve a coragem e rectidão de denunciar este caso gravíssimo, a resposta do médico não podia ser mais clara: “Chamem o Dr. X, que esse é aficionado!”. Na sequência, terá ainda decidido, apesar a gravidade da lesão, que o forcado apenas seria operado na quarta-feira seguinte, ou seja, quatro dias após o acidente. Na segunda-feira de manhã sem o forcado ter sinal de qualquer médico, e perante a impossibilidade de suportar as dores, foi chamado de urgência um ortopedista. Ao pôr a descoberto a perna do forcado deparou-se com enormes “flictenas, descoloração, falta de sensibilidade e circulação praticamente inexistente no pé direito”. Solicitou esse ortopedista imediatamente a presença de um cirurgião e, de urgência, resolveram intervencionar o doente. Enquanto verificavam a situação foi referido ao próprio forcado que iriam operá-lo de imediato para tentarem evitar a amputação da perna.

Para já a situação clinica do forcado está estabilizada e a perna deverá ser salva. Pelo que pudemos apurar esta não é a primeira vez que este médico assume estas atitudes contra forcados feridos.

Lamentavelmente este caso apenas vem dar razão à PRÓTOIRO pois, esta “gente”, à força de querer tratar os animais como pessoas, acaba por tratar as pessoas como animais! Quando utilizamos termos como «terrorismo e fundamentalismo», para caracterizar as crenças que fundamentam a visão animalista e anti-taurina, sabemos bem do que falamos. Infelizmente, mais uma vez, fica inequivocamente expresso que aqueles que reclamam superioridade ética e moral sobre os aficionados, defendem ideias perigosas para a nossa sociedade, como mais este exemplo ilustra.

Acham demais? Como caracterizariam um “médico”, que com base no preconceito animalista, desvaloriza e despreza, efectivamente, a vida humana, e se comporta de modo negligente, contra o seu código deontológico e coloca a vida de um paciente em jogo?

A PRÓTOIRO está, juntamente com a ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE GRUPOS DE FORCADOS, a acompanhar este caso, e já deu início ao trâmites formais para que o médico em questão seja devidamente punido e as responsabilidades hospitalares sejam totalmente apuradas.